Sua identidade também merece “atualização”

Se você tivesse que se reinventar, o que você seria?
Quando está tudo dando certo na sua vida pessoal e no seu negócio, essa é uma pergunta que quando passa pela sua cabeça você pode estar se dando o seguinte comando: “- Se o elefante branco tomar conta dos seus pensamentos, respire, abra passagem, e deixe ele seguir caminho. Não se fixe nele ou atribua um significado. Simplesmente, limpe a mente. “

Para que você não tenha ansiedade e permaneça no seu controle e equilíbrio, pode parecer que isso é o melhor a fazer. Mas (Eu sei, sempre há um mas! E isso quer dizer algo. Não lhe parece?) se subitamente o mundo mudasse, e o seu negócio perdesse a importância mercadológica que tem, ou por uma motivação externa sua vida pessoal passasse por uma reviravolta, qual o seu plano B?

As frases motivacionais nos dizem que o plano B é fazer o plano A dar certo. Porém, quando esse plano não faz mais sentido (como continuar a produzir filme para máquina fotográfica) talvez ter um plano B não fosse tão ruim assim!


Não é para você fechar as portas, mas para você imaginar possibilidades. Esse é um exercício essencial para se manter ATUAL e RELEVANTE.


Há pouco tempo atrás, estávamos reclamando do isolamento a que fomos submetidas por causa da quarentena trazida pela pandemia. Falávamos no quanto a falta de interação nos prejudica e rouba de nós, o que temos de precioso quando estamos em interação social.

Mas, você já reparou quantas pessoas e negócios parecem que sempre estiveram no “modo quarentena”? São pessoas e empresas que estão muito acostumadas a viver “confinadas” a escolhas que fizeram lá atrás, e na qual permanecem por total decisão de se isolarem de novas perspectivas para a sua vida e/ou suas empresas.

Vivem em uma relação, trabalho, papel ou lugar que escolheram lá atrás e que nele se mantém, por total decisão de direcionamento.

Tem gente que se “isolou” há tanto tempo que parece ter assumido o modo confinamento de si mesma, como atitude de vida. Aceitou as imposições de restrição a que atribui terem sido escolhas; e, em nome disso, permanece no mesmo lugar. Confinou-se a um papel ou personagem que lhe retirou a liberdade de, simplesmente fluir.

E os anos passam. Ou melhor, você passa pelos anos, sem se aperceber do quanto essa atitude lhe roubou a sua própria dimensão. Ah, mas foi aquela frase: Não se pode ter tudo!

E o que dizer de negócios que nunca se preocuparam em mudar processos, se tornarem mais eficientes; ou sequer consideraram que o seu capital de ativos (clientes) tivessem novas demandas que o próprio negócio poderia atender, e que acabaram sendo atendidas por outras empresas (quem sabe até mesmo pelo seu concorrente direto).

Ok. Eu posso considerar que você tem medo de mudar e não dar certo. Porém você pode continuar como está, e também não dar certo.

O fato de resistir a mudança é assumir um risco maior do que o de inovar e fracassar.

Quando você inova, você comete erros. O melhor a fazer é admitir eles rapidamente e passar a melhorar suas outras inovações.

Tem uma fala de Michel Foucault que representa perfeitamente a necessidade de estarmos atentas ao enorme risco de nos deixarmos confinadas. Pois, como ele afirma: “Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, É INDISPENSÁVEL para continuar a olhar ou a refletir.”

Eu sei que, assim como eu, você sempre teve muita preocupação em preservar a sua identidade e a de seu negócio. Mas, nos afirmarmos a partir dessa identificação, não nos dá o direito de negligenciar o dever de nos mantermos como FORÇA CRIATIVA.

Como diria Churchill: “Não é suficiente que façamos o nosso melhor; às vezes temos que fazer o que é preciso.”

Isso significa que nesse momento, talvez você precise aceitar a necessidade de fazer aquela “atualização” e encontrar espaço para que a criatividade e a inovação possam garantir um “up grade”. Seja uma referência de qualidade. As pessoas não estão acostumadas a ambientes onde a excelência lhe é apresentada, pela capacidade de se reinventar para uma nova versão, mais atual e relevante.

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