Produtividade nas pequenas empresas

Você já percebeu que quando falamos sobre sucesso empresarial ou profissional, a palavra “produtividade” sempre surge de uma forma ou de outra?

A ideia de produtividade geralmente nos leva a pensar em uma grande quantidade de tarefas e compromissos que devem ser realizados com excelência, com o menor custo e em um curto intervalo de tempo.

A ideia está correta, mas não deve ser abordada de forma tão cartesiana ou mecânica. Ela pode ser alcançada quando há equilíbrio entre disciplina, qualidade, efetividade e gestão do tempo, tudo isso visando entregar valor ao cliente ou à empresa em que se atua.

A produtividade é crucial para a competitividade das pequenas empresas, e no Brasil isso se torna ainda mais desafiador devido ao ambiente regulatório, políticas governamentais e práticas de gestão que impactam significativamente a eficiência dessas empresas. Obstáculos como acesso à tecnologia e baixo nível de educação de parte dos colaboradores também afetam a produtividade das empresas brasileiras.

Entretanto, indo contra muitos dados, os pequenos negócios registraram um crescimento de faturamento duas vezes maior que o PIB em 2023 e foram responsáveis por 8 em cada 10 empregos formais criados, segundo dados do Sebrae. Isso parece ser uma avaliação positiva.

Mas o que nos impede de nos destacarmos nesse aspecto em relação a outros países mais desenvolvidos?

Investimentos em educação, infraestrutura, tecnologia e redução da carga tributária são temas de extrema importância que devem estar na agenda dos governantes e da sociedade como um todo. Certamente é um desafio considerável, não é mesmo?

Gosto de lembrar de um artigo da Revista Veja, cerca de 28 anos atrás, em que a China apresentava sua estratégia de investimento em educação, visando colher frutos nos 20 anos seguintes. Naquela época, o país era conhecido por produzir produtos de baixa qualidade e cópias de marcas famosas de forma ilegal e grosseira. Embora esse estigma ainda persista, hoje a China fabrica veículos, celulares e outros produtos com alta tecnologia embarcada, estabelecendo forte concorrência com mercados como o americano, alemão e japonês.

A lição que podemos tirar é que, ao estabelecer uma estratégia de crescimento, ela deve transcender os governos. Deve ser duradoura e tratada de forma responsável. Isso vale para um país, um estado, um município e até mesmo para uma empresa.

Reiterando o ponto principal, nada acontece sem planejamento, investimento e disciplina na execução.

Portanto, sugiro que você direcione sua atenção para a empresa que conduz e analise se ela está sendo produtiva tanto operacionalmente quanto em termos de gestão. Será que sua empresa está agregando valor aos seus clientes? Reflita sobre isso.

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