Como você lida com o incômodo?

Você conhece aqueles três macaquinhos que representam o “não ouço, não vejo, não falo”. Eles até viraram emojis, tamanha a possibilidade de situações em que podem ser usados para demonstrar esses comportamentos, diante da ocorrência da mais variadas situações.

Para se “poupar” dos desafios a serem enfrentados na efetivação de uma gestão de resultados, é assim que muitas empreendedoras acabam lidando com os seus “incômodos”. Elas se comportam como esses macaquinhos: não querem ver, ouvir, ou falar sobre os desafios.

Enquanto esse é o comportamento, o mercado está sendo ocupado por uma série de profissionais e empresas que a partir dos seus “incômodos”, despertaram para atuar de maneira ativa, focada e estratégica.

Está se perguntando quem são essas pessoas?
São aquelas que estão dispostas a enxergar sobre uma perspectiva futura de mercado; ouvir os feedbacks de seus clientes, colaboradores e parceiros, para atuarem nas mudanças; comunicar de forma assertiva e estratégica, o valor que têm.

Qual o resultado que elas vêm obtendo?
Certamente, bem diferente do resultado daquelas empreendedoras que são omissas diante do incômodo. Pois, seja qual for o resultado, estão gerando ações. E, só tentando, podem saber se é possível, produtivo, e/ou eficiente! Mas, não estão “semeando” o incômodo.

“… Daí a necessidade de vermos e de olhar o mundo com olhos dilatados pela surpresa. Tudo no mundo é estranho e maravilhoso para umas pupilas bem abertas.”
(José Ortega y Gasset)

Considere-se nessa mesma situação de desafio para implementar uma “gestão de resultados”. Como você agiria se conhecesse todo o seu potencial?

Talvez você possa estar ouvindo uma voz “íntima” que diz – Os resultados que você tem hoje podiam ser diferentes, se você estivesse usando todo o seu potencial. Mas, ela não lhe revela quais as potências que você deveria estar usando.

E, essa descoberta não é como “tirar coelho, lenços, ou pombos, de dentro da cartola”. Para conhecer os seus potenciais e ter a capacidade de acioná-los, positivamente, é preciso ter experimentado o uso deles; e ser capaz de compreendê-los.

A voz não sabe a resposta! Pois, apesar de você ter inúmeros recursos, precisará identificar, com maior clareza, qual a opção de caminho que irá tomar. Definir “o que” e o “para que”. Pois, sem eles, nada feito!

Agir com potencialidade, mas sem propósito, é como usar a melhor técnica possível, mas estar a “enxugar gelo”.

Então, mapeie a sua situação atual; encontre as suas “coordenadas” de mercado; e, assim, reflita sobre o que você tem de propósito com a implementação de mudanças na sua gestão de resultados! Melhor o feito, do que o incômodo “pendurado nas costas”. Com o tempo, a tendência é ficar cada vez mais pesado!

Hora de atitude!

Gyselle Vaz é especialista na atuação em Desenvolvimento Humano e Organizacional, Gestão de Inovação, Processos de Neurociência e Programação Neurolinguística, e CEO da Gyselle Vaz DH. Seu perfil na Donadelas é @gysellevaz . Escreve nesta coluna semanalmente, às segundas-feiras.

*Os textos de nossas colunistas são de inteira responsabilidade das mesmas e não refletem, necessariamente, a opinião da Donadelas.

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